terça-feira, 1 de novembro de 2016

Tese de defesa do caso “Renegade”

Tese de defesa do caso “Renegade”
Desenvolvido por: Hoayran Moreira Cavalcanti  

Definição dos autores e breve descrição do caso
Uma Renegade esta estacionada e em sua volta, em conversa, existem de 4 a 5 pessoas. Durante essa conversa, eles são abordados por um jovem armado que os ameaça e pede as chaves do veículo, um segundo jovem chega próximo ao dono da Renegade e pede as chaves, com a primeira tentativa e recusa por parte do dono, ele o agride. Por fim ele consegue as chaves e um terceiro jovem entra no carro com o autor (jovem armado) e o co-autor (jovem que agrediu o dono do veículo), consumando assim o ato roubo. Porém são abordados por policias ao virar a esquina com o veículo roubado.
Temos então 3 autores do crime
De acordo com a descrição do ato a cima, podemos então classificar o crime com duas qualificadoras: Artigo 157 do código penal brasileiro inciso 1° e inciso 2°;
Definição dos autores:
1° autor – Camiseta Branca
2° autor – Camiseta preta/branca
3° autor – Camiseta preta/amarela
Autores: 1° e 2°
Co-autor: 2°
Partícipe: 3°
Iter criminis:
Fase interna -------------------------------------------------------------------------
Cogitação:
Montar uma quadrilha, ou seja, um grupo de pessoas para praticar atos ilícito. Eles param na esquina e observam o ambiente, conseguindo assim saber com quem estava a chave da Renegade.
Fase externa ------------------------------------------------------------------------
Preparação:
Locomover-se em direção ao grupo que esta do lado da Renegade com arma em punho para suposta ameaça.
Execução:
Colocar as vitimas frente a arma de fogo, colocando-as em posição de submissão e exigindo a chave da Renegade com agressões.
Consumação
Entrar na Renegade, dar partida e locomover-se do local onde estava estacionada, tendo assim sucesso no ato ilícito.
Tese de defesa
De acordo com o fato discutido, supostamente policiais teriam interceptado esses autores e partícipe na esquina da rua onde o fato foi consumado. Com isso, temos uma anulação da consumação, sendo tal uma tentativa de roubo.
O caso esta sendo discutido e ponderado somente com base em um vídeo, tento assim ausência de depoimentos e pesquisas que deveriam ser feitas para todo o embasamento jurídico e montagem da tese de defesa.
Apelo assim para a principal ideia de falta de provas e perícias necessárias para tal julgamento. Podemos julgar o caso então como roubo de veículo auto motor para fins de extrema necessidade, como por exemplo, recebimento de ordens de um nível superior da classe criminal que, infelizmente, o meliante se encontra. Podendo serem então, vítimas de ameaças de vida e de seus familiares para que cumpram tais ordens.
Sem o depoimento dos autores e do partícipe, ficamos então(nós a sociedade) , impossibilitados de acusar tais autores. O seguinte fato também deve vir a ser discutido, se tais autores tivessem condições de sair da criminalidade e trabalhar em um trabalho digno e ter uma estrutura de moradia e desenvolvimento familiar adequado, de fato se o estado não fosse tão omisso nesta questão, eles sim não precisariam estar roubando tal veículo para fins ilícitos. Sendo então uma falta de cumprimento estatal de dever público para o suporte de desenvolvimento de trabalho e educacional. Tento em mente que a falta de condições para acusação, deve ser dito que o princípio do in dúbio pro réu deve ser aplicado se necessário.
Também é necessário levar em conta que no vídeo apresentado, os três acusados, se bem observado, são de fato menores de idade, devendo assim ser aplicado, no caso de provado sua culpa no ato ilícito, medidas sócio educativas para a reabilitação de tais menores na sociedade, dando assim a chance de provarem que não queriam ter feito o que fizeram.